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Novo artigo do prof. Carlos Heitor Campani: Quais as Ações Menos e Mais Arriscadas da B3? E Quais as Mais Descorrelacionadas?

Portal: Investing.com

A descorrelação é uma característica importante quando se escolhe os ativos que comporão uma carteira de investimento. Isso porque a diversificação com papéis descorrelacionados é mais eficiente do que com papéis altamente correlacionados. Em outras palavras, papéis com baixa correlação com o mercado permitem reduzir o risco da carteira mais assertivamente que papéis altamente correlacionados. Esse é um conceito bastante conhecido pela teoria de gestão de carteiras, mas cabe um exemplo para mostrar isso.

Suponha que você jogará dois dados em sequência e a sua felicidade é proporcional à soma dos valores obtidos, de modo que o resultado 1 + 1 geraria a maior tristeza possível. No primeiro lançamento, infelizmente você obtém o resultado 1. Caso o segundo dado seja descorrelacionado, significa que a chance do pior cenário possível, dado que o primeiro dado deu 1, seria 1/6 porque um novo resultado 1 seria equiprovável a qualquer outro resultado. Mas, agora imagine que há indícios de que o dado seja adulterado e o fato de ter dado 1 no primeiro lançamento aumenta a chance de dar novamente 1 no segundo lançamento para 50%. Pronto, esta correlação fez com que a chance para o pior cenário possível aumente, ou seja, o seu risco com a correlação dos dados aumentou.

Voltando para o contexto de uma carteira de investimentos, o mesmo acontece. Imagine que Joãozinho tenha apenas ações ordinárias da Petrobras (SA:PETR3)) e queira diversificar comprando uma segunda ação. Caso ele compre a ação preferencial da mesma companhia (SA:PETR4), sua diversificação será pífia, pois esses dois papéis têm altíssima correlação, acima de 0,95, por serem papéis da mesma empresa. Agora, se Joãozinho comprar ações da Suzano (SA:SUZB3), obviamente o grau de diversificação será maior, o que implica numa carteira mais eficiente sob o ponto de vista da relação risco vs. retorno. Se você quiser saber mais a respeito da importância de ativos pouco correlacionados na gestão de carteiras, leia este artigo que escrevi no ano passado.

Calculei a correlação de cada um dos constituintes do IBrX 100 com o mais conhecido índice da Bolsa de São Paulo: o Ibovespa. Abaixo, listo os 10 papéis menos e mais correlacionados com esse índice.

Acesse a matéria na íntegra clicando aqui.

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