Com 40,1% da população na pobreza, Argentina vai às urnas domingo

Em contribuição ao Invest News, o professor Rodrigo Leite comenta sobre a atual crise financeira da Argentina e seu reflexo na política.
Contribuição: Prof. Rodrigo Leite

Eleitores vão às urnas na Argentina no domingo (22) para eleger o próximo presidente do país, na sucessão do atual governante, Alberto Fernández. A eleição acontece em um momento em que a pobreza atinge mais de 40% da população, a inflação anual está em 138% e a taxa de juros ultrapassa os 130% ao ano.

Entre os três principais candidatos ao cargo estão: Javier Milei, do Libertad Avanza, Patrícia Bullrich, da Juntos por El Cambio, e Sérgio Massa, do União por la Patria. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter 45% dos votos, ou mais de 40% com uma vantagem de mais de 10 pontos sobre seu rival mais próximo. No caso de um segundo turno, as votações acontecerão em 19 de novembro.

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Já Rodrigo Leite, professor de finanças e Controle Gerencial do Coppead/UFRJ, destaca que a taxa de desemprego não é alta na Argentina, porém, devido à elevada inflação, o salário real para o trabalhador acaba caindo, o que diminui a qualidade de vida do argentino médio. 

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Para Leite, do Coppead/UFRJ, a Argentina precisa de políticas econômicas mais ortodoxas, que combatam a inflação, que gerem crescimento econômico, emprego e renda para a população.

“Isso leva tempo, são medidas duras, muitas vezes impopulares, mas que são importantes de serem feitas. É isso que a Argentina precisa fazer, independente do governo ser de esquerda ou direita”, defende Leite.

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Para  Rodrigo Leite, do Coppead/UFRJ, a decisão de agosto não foi acertada, pois a taxa deveria ser aumentada para tentar combater a inflação, o que não aconteceu, para evitar ter os efeitos no PIB, mas que, em compensação, a inflação acaba saindo do controle.

“O Banco Central é extremamente fraco do ponto de vista monetarista, ou seja, ele emite dinheiro, coloca a taxa de juros baixa, muitas vezes até ficou abaixo da inflação, mesmo durante a hiperinflação”, avalia Leite. 

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Já Rodrigo Leite, professor de finanças e Controle Gerencial do Coppead/UFRJ, avalia que ainda é cedo estimar o que pode acontecer com as taxas de câmbio na Argentina após a eleição de um novo presidente. 

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Já Rodrigo Leite, professor de finanças e Controle Gerencial do Coppead/UFRJ, aponta que o presidente do Brasil  vem tendo um movimento muito forte em apoio ao atual partido argentino e que isso gera riscos.

“Caso o governo continue, é excelente para o Brasil, porque mantém a relação com a Argentina, mas é apostar todas as fichas em um cavalo só. A partir do momento que você, ativamente, apoia um candidato no país e esse candidato perde, se a oposição ganhar, você vai estar numa situação muito mais fragilizada, que é o ponto do Brasil”, alerta Leite. 

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