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Queremos mobilidade! lógicas de consumo associadas à experiência com o primeiro automóvel

Tipo
Artigos

Ano
06/04/2015

Linha de Pesquisa
Tomada de Decisão, Comportamento e Ética

Autor(es)
Tonny Kerley de Alencar Rodrigues, Leticia Moreira Casotti

Orientador

http://www.raunimep.com.br/ojs/index.php/rau/article/view/893/635


Revista de Administração da Unimep, v. 13, n. 1. Resumo: O consumo da população de renda mais baixa tem se intensificado nos últimos anos e a participação desse grupo de consumidores no mercado não tem se limitado apenas à categoria de produtos simples e essenciais. A opção por formas de pagamento mais acessíveis, tais como cartões de crédito, com suas opções de parcelamento, propiciou o acesso a produtos e serviços outrora disponíveis apenas às classes mais abastadas, como viagens, aparelhos tecnológicos como celulares e computadores e, principalmente, automóveis. Dessa forma, alguns autores passaram a defender a concepção de que os limites da base da pirâmide social, já não eram suficientes para definir o grupo de compradores que entram com mais força no mercado de bens e serviços de consumo, assim, outras denominações e contornos sociais foram atribuídos a esses indivíduos, como a caracterização de “classe média emergente”. Dessa forma, guiado pelos questionamentos: quais os principais significados associados à experiência de compra do primeiro carro? Que lógicas de consumo sobre esse grupo de consumidores da cidade de Teresina podem ser identificadas a partir de suas ações no mercado de automóveis? Este estudo buscou identificar e compreender significados e práticas construídos no processo de consumo do primeiro automóvel de um grupo de consumidores da cidade de Teresina. Nesta pesquisa qualitativa, exploratória, com suporte no paradigma interpretativista e no campo da Consumer Culture Theory (CCT), que utilizou como instrumento de coleta de dados um roteiro de entrevistas semiestruturado, foram realizadas entrevistas em profundidade com 18 consumidores da classe média emergente de Teresina. Para analisar as falas dos sujeitos adotou-se a proposta metodológica de Spiggle (1994), assim, todas as entrevistas foram lidas, por diversas vezes, na busca por aspectos convergentes e divergentes que permitissem a formulação de categorias de análise. Posteriormente, as categorias encontradas foram comparadas com o corpo teórico existente sobre a temática para validar os achados e permitir posteriormente, a formulação de teorias. A interpretação dos relatos sugere que esse grupo de consumidores inicia sua experiência no mercado de automóveis a partir de significados e práticas associados a aspectos utilitários dessa categoria de produtos que diferem daqueles apontados em outros estudos que estavam focados em consumidores de mais alta renda. Dessa forma, os relatos não destacaram os valores simbólicos e subjetivos que aparecem como os mais importantes na literatura consultada. Os achados desse estudo exploratório falam de liberdade, conforto e conquista associados à mobilidade urbana diferindo, assim, em sua construção, daqueles significados simbólicos encontrados em outros estudos sobre o comportamento do consumidor de automóveis.

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