Turquia precisa “exportar confiança” para baixar inflação

Contribuição: Profº Claudio de Moraes

A inflação na Turquia atingiu 80,21% ao ano em agosto de 2022, segundo dados do Banco Central do país. No mês, a alta foi tímida se comparada à escalada recente: 1,46%. Mesmo com a melhora, segundo especialistas consultados pelo Poder360, “uma tempestade perfeita” colocou o país em uma situação complicada.

Germano Almeida, analista português de política internacional, explicou que uma “conjugação de vários acontecimentos negativos improváveis”, associada à política monetária do presidente Recep Tayyip Erdogan, colocaram o país nessa situação.

Segundo o analista, a Turquia sofre consequências de eventos que impactaram e ainda impactam o mundo todo, como a pandemia. “A retomada pós-pandemia levou a uma desadequação em vários setores entre a oferta e a procura; as disrupções nas cadeias de distribuição; a escassez de materiais e matérias-primas”, declarou. “Mais tarde, a crise energética e a guerra na Europa.”

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Os integrantes parlamentares disseram que apesar das repetidas declarações da Turquia sobre querer tornar-se membro da UE, ao longo dos últimos 2 anos, o país tem recuado sistematicamente nos seus compromissos no que refere ao processo de adesão.”

Claudio Moraes relacionou a economia turca com a brasileira. Segundo o professor da Coppead/UFRJ, “existe uma memória inflacionária lá muito forte em função dos casos de hiperinflação da década de 1980”, assim como no Brasil. “Eles têm muita analogia com o Brasil em termos de política monetária de tentativa de conduzir e controlar as expectativas inflacionárias.”

“A Turquia é um dos [mercados] emergentes que mais chama atenção dos investidores –exatamente pela analogia pela pela similaridade que tem com alguns países emergentes, principalmente o Brasil, pelo que eu já mencionei anteriormente.”

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