Como explicar a quebra de um banco (Segunda Parte)

Em seu artigo para o Investing.com o professor Claudio de Moraes deu continuidade a sua análise no processo da quebra de bancos.
Artigo: Profº Claudio de Moraes

No meu artigo do mês passado}} e no deste mês apresento um modelo simples, o modelo de fluxos financeiros, que explicam o que leva a quebra bancária e uma crise financeira. A explicação completa do modelo pode ser encontrada em https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/JES-09-2015-0159/full/html .

Em continuidade ao artigo do mês passado….

Os bancos conhecem o comportamento das famílias no primeiro período, porém não sabem como será o fluxo financeiro das famílias no segundo período. Assim, para os bancos, as reservas (Mt) representam uma forma de seguro, uma vez que, embora haja certeza sobre o resultado da intermediação no primeiro período (FFt), as saídas de caixa do segundo período (OFt+1e) são incertas. Desta maneira, os bancos dimensionam as reservas de tal forma que o resultado do fluxo financeiro no primeiro período corresponda à expectativa de saída de caixa do período seguinte. Em suma,

  1. FFt=IFt-OFt+Mt ,

onde Mt>0, e FFt=OFt+1e.

(…)

A instabilidade/estabilidade financeira somente pode ser compreendida se avaliada em sua dupla dimensão: a do banco individual e a sistêmica. Em outras palavras, se forem compreendidas as implicações do comportamento individual de cada banco e o comportamento agregado das instituições financeiras. Na dimensão sistêmica, há estabilidade financeira quando não há excesso ou falta de recursos no fluxo financeiro agregado (i.e., ∑i=1jMit= 0). Na dimensão do banco, a estabilidade financeira depende de que os bancos não cometam falhas de previsão (equação 13).

(…)

Em suma, a falha de previsão dos bancos, que resulta em uma crise financeira, tem origem na “miopia” dos bancos em não incorporar a sua gestão de fluxo de recursos à possibilidade da restrição de liquidez do mercado interbancário. Esta “miopia” dos bancos é incentivada pelo comportamento do próprio mercado, que fornece a garantia de estabilidade de fluxos em momentos de normalidade. Essa garantia permite que os bancos mantenham ativos e passivos que propiciem o maior spread possível, sem observar o trade-off em termos de fluxos de caixa entre o spread e o descasamento de prazos.

(…)

Acesse o artigo na íntegra clicando aqui.

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