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Pensando na Aposentadoria: PGBL, VGBL ou Autoprevidência?

Tipo
Artigos

Ano
24/10/2018

Linha de Pesquisa
Administração e Economia de Negócios

Autor(es)
Carlos Heitor Campani & Thiago Roberto Dias da Costa

Orientador

https://www.rbrs.com.br/arquivos/rbrs_24_2.pdf


Revista Brasileira de Risco e Seguro, v. 16, n. 24, pp. 19-46. Resumo: O presente trabalho teve por objetivo analisar os planos de previdência privada aberta no Brasil, em especial os planos conservadores, do tipo PGBL e VGBL (que investem 100% dos seus recursos em renda fixa). Este estudo é o primeiro a realizar cálculos segundo o rígido arcabouço legal e atuarial do sistema previdenciário brasileiro vigente. Suas análises são pioneiras e importantes. Com uma pesquisa de campo que abordou as quatro maiores seguradoras do Brasil, condições de mercado praticadas foram mapeadas e um cenário-base foi construído realisticamente. Não obstante o fato de taxas de carregamento e de administração serem maiores em planos previdenciários, constatou-se que, no longo prazo, o plano PGBL ainda é bastante compensatório, devido aos benefícios fiscais, podendo acumular de 21% a 32% além de um fundo tradicional. Já o plano VGBL, quando comparado a fundos de renda fixa (estratégia de autoprevidência), pode não ser vantajoso se a taxa de administração cobrada for da ordem de meio ponto percentual maior ou se a rentabilidade anual líquida média for da mesma ordem, menor. Já na fase de recebimento de renda, dadas as taxas oferecidas atualmente pelas seguradoras pesquisadas, concluímos contundentemente que a aposentadoria por um plano PGBL ou VGBL não é atrativa. Neste caso, de forma até interessante, a melhor estratégia seria uma política adequada de resgates periódicos desses planos (uma solução mista de autoaposentadoria por um plano de previdência). A principal conclusão deste trabalho é que o mercado de previdência privada aberta precisa se tornar mais eficiente e competitivo para atingir os seus objetivos primordiais.

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