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O papel dos programas de pós-graduação em administração de empresas na perspectiva da relevância estratégica: o atendimento das expectativas dos stakeholders


Revista de Administração de Empresas, volume 58, n. 1, pp. 91-95.
Há tempos tem-se ensinado aos nossos alunos, já na graduação, que a continuidade de uma organização depende da relevância percebida por seus stakeholders (Freeman & Reed, 1983). Contudo a frase proferida por uma das mais relevantes autoras na área de Administração no Brasil, há cerca de 20 anos – quando, ainda recém-chegado na vida acadêmica, manifestei minha frustração com as imperfeições que identificava na gestão da Escola –, nunca deixou de ecoar na minha mente: “Somos famosos por ensinar Administração, não por administrar”. Infelizmente entendi que aquela frase não era uma crítica, mas uma constatação. A visão apresentada neste texto parte da motivação decorrente daquela frase. Necessário ressaltar que, naturalmente, trata-se de uma visão parcial e, também, devido à necessidade de concisão, superficial em relação àquilo que é merecedor de uma discussão mais profunda nos fóruns que afetam a gestão dos Programas de Pós-Graduação em Administração brasileiros. Inicialmente serão realizadas a nominação dos mais relevantes stakeholders e a identificação, sujeita a posterior confirmação ou não, de seus interesses mais prementes. Em seguida, utilizando-se o Relatório de Avaliação 2013-2016 – Quadrienal 2017, da Área de Administração, Ciências Contábeis e Turismo (CAPES, 2017), e focando apenas nos programas acadêmicos, é feita uma análise dos resultados obtidos nos principais quesitos de avaliação, que, no entendimento do autor, relacionam-se de forma mais direta aos interesses dos stakeholders identificados.

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