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Contrato psicológico e a influência de redes sociais: um estudo de caso com jovens profissionais

Tipo
Artigos

Ano
10/01/2017

Linha de Pesquisa
Formação, Crescimento e Transformação de Sistemas de Negócio, Organizacionais e Sócio-Econômicos

Autor(es)
Alice Souto de Vasconcelos Torres, Ana Luiza Szuchmacher Verissimo Lopes & Adriana Victoria Garibaldi Hilal

Orientador

http://www.raunimep.com.br/ojs/index.php/rau/article/view/997/703


Revista de Administração da Unimep, v. 15, n. 1, p. 128-154. Resumo: O presente trabalho desenvolveu uma perspectiva conjunta de dois temas de interesse para o estudo do comportamento organizacional: contrato psicológico e redes sociais. O principal objetivo desta pesquisa foi analisar o contrato psicológico e a influência da rede social e dos relacionamentos interpessoais na percepção de um grupos de funcionários, em relação aos termos de seu contrato psicológico com a sua empresa. A pesquisa é qualitativa, baseada em um estudo de caso único. A empresa pesquisada tem sede nos Estados Unidos, está presente em mais de 170 países, e é uma referência entre as grandes empresas de tecnologia da informação do mundo. A filial brasileira faz parte de um modelo de negócios que utiliza o conceito de Centros de Serviços Compartilhados ou Centros de Excelência. Estes têm o objetivo de atrair profissionais mais qualificados, garantindo custos competitivos e a padronização dos processos. O estudo foi realizado com uma das equipes que trabalham no Centro de Excelência brasileiro. Um grupo de 19 funcionários participou deste estudo. A coleta de dados ocorreu na própria empresa e o principal método utilizado foi a entrevista em profundidade. A rede de informação, relacionada a informações sobre o contrato psicológico, também foi mapeada e mensurada com o auxílio dos softwares Ucinet (BORGATTI; EVERETT; FREEMAN, 2002) e Netdraw (BORGATTI, 2002). Os resultados do programa Ucinet demonstraram que a densidade da rede foi de 14,3%, diâmetro de 5 ligações e distância média de 2,07 entre cada par de atores. Além disso, apenas um clique foi encontrado – um subgrupo coeso onde todos os três integrantes se nomearam mutuamente (KILDUFF; TSAI, 2003). Com relação aos conectores centrais, o gestor (E14), apesar do considerável nível de inserção, não parece ter um grande potencial de influência social. Nesse sentido, o gestor da equipe não se apresenta como fonte essencial na influência do contrato psicológico. As fontes de influência mostram-se dispersas na rede. Os resultados da pesquisa sugerem que existe uma grande possibilidade de contágio social, especialmente entre funcionários mais novos, na ausência de uma estratégia de comunicação clara entre a organização e seus funcionários. Com base na definição de Janssens et al. (2003), os contratos psicológicos observados são categorizados como fracos, com obrigações mutuamente fracas. Com isso, a análise mostrou que o contrato coletivo, normativo (ROUSSEAU, 1995), é mais relevante no contexto analisado do que os contratos psicológicos individuais. A pesquisa comprovou a influência dos relacionamentos interpessoais na percepção individual de um contrato psicológico, especialmente diante de um contrato psicológico fraco.

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