Direita extremada fará do 3º mandato de Lula o mais difícil de todos, diz cientista política

Em contribuição ao Brasil 247, a profª de Marketing e Negócios Internacionais, Ariane Roder, comenta sobre a empreitada de Lula perante a extrema direita.
Contribuição: Profª Ariane Roder

Em entrevista à Sputnik Brasil, a cientista política Ariane Roder destaca que conter atos radicais como os do último domingo (8) será o maior desafio do governo Lula e que a desmobilização virtual, nas redes sociais, será mais difícil que a física.

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Imagens dos prédios do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional sendo invadidos e depredados circularam no Brasil e no mundo, expondo a escalada de violência na ação da parcela da população que não aceita o resultado das eleições presidenciais, com a derrota de Jair Bolsonaro (PL) e a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A cientista politica destaca que a Constituição brasileira tem mecanismos que tornam possível conter o avanço da crise dentro do que prevê a Carta Magna, mas ressalta que é preciso punir, principalmente, aqueles que estão por trás dos atos.

“Temos solução, e as instituições precisarão demonstrar mais do que nunca seu vigor democrático e republicano, punindo exemplarmente não apenas aqueles que destruíram o patrimônio público, mas sobretudo os orquestradores e patrocinadores que estão por trás desses atos. Para isso, o governo terá um enorme desafio de articulação com os Poderes da República, com agentes de segurança do Estado e com os governadores, já que esses atos poderão ter desdobramentos regionalizados, com o objetivo de instalar o caos e a insegurança nacional.”

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“O sistema de fake news que foi montado, associado ao discurso religioso e conservador, possibilitou amalgamar uma direita extremada que se encontrava dispersa no país. Nesse sentido, o terceiro mandato do governo Lula será o mais difícil de todos, com representações dessas linhagens dentro do Congresso Nacional. Seu governo terá que demonstrar muita habilidade de negociação e também de contenção desses movimentos antidemocráticos no país.”

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