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Indicadores de eficiência no processo de doação e transplante de órgãos: revisão sistemática da literatura

Tipo
Artigos

Ano
15/08/2016

Linha de Pesquisa
Tomada de Decisão, Comportamento e Ética

Autor(es)
Marina Martins Siqueira, Claudia Affonso Araujo, Bartira de Aguiar Roza, Janine Schirmer

Orientador

https://www.scielosp.org/article/rpsp/2016.v40n2/90-97/


Revista Panamericana de Salud Pública, v. 40, n. 2. Resumo Objetivo: Verificar, por meio de revisão sistemática da literatura, os indicadores utilizados para acompanhar e controlar o processo de doação e transplante de órgãos e elaborar um painel para tipificação dos indicadores descritos na literatura. Método: Em novembro de 2014, foi realizada uma busca sistemática da literatura nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), EBSCO, Emerald, Proquest, Science Direct e Web of Science. Foram utilizados os descritores “eficiência”, “indicadores”, “doação de órgãos”, “captação de órgãos”, “transplante de órgãos” e seus correspondentes na língua inglesa. Dos 344 artigos retornados pela busca, foram selecionados e revisados para análise dos indicadores de eficiência 23 artigos originais publicados de 1992 a 2013. Resultados: Foram identificados 117 indicadores de eficiência, os quais foram agrupados por similaridade de conteúdo e divididos em três categorias: 1) 71 indicadores relacionados à doação de órgãos, envolvendo estatísticas de mortalidade, notificação de morte encefálica, situação clínica dos doadores e exclusão por razões médicas, atitude da família, confirmação da doação e extração dos órgãos; 2) 22 indicadores relacionados ao transplante de órgãos, envolvendo a cirurgia propriamente dita e o acompanhamento pós-transplante; e 3) 24 indicadores relacionados à demanda por órgãos e aos recursos dos hospitais envolvidos no processo. Conclusões: O alto número de indicadores encontrados mostra que, mesmo sendo o transplante de órgãos um fenômeno recente, os estudiosos do processo têm buscado formas de mensurar o seu desempenho. Contudo, há pouca padronização dos indicadores e o foco é predominantemente na etapa da doação, sugerindo lacunas na mensuração da eficiência em outros pontos do processo. Além disso, ainda há carência de indicadores em importantes etapas, como na distribuição de órgãos (por exemplo, indicadores de perda de órgãos) e no pós-transplante (por exemplo, indicadores de sobrevida e qualidade de vida após a cirurgia de transplante).

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