Como anda a educação financeira dos nossos universitários?

Em artigo no Valor Investe, o professor de Finanças do Coppead/UFRJ, Carlos Heitor, analisou a educação financeira universitária.
Artigo: Profº Carlos Heitor

Olá, pessoal! Após breve período de férias, esta coluna volta com pique total, sempre lembrando que ela sai sexta-feira sim, sexta-feira não. Compartilharei neste artigo os principais resultados de uma pesquisa acadêmica que liderei e que analisou a educação financeira de jovens universitários. A pesquisa foi realizada com a coautoria de Rafael Cardoso do Nascimento e Fernanda Oliveira Pereira sob o âmbito da Cátedra Brasilprev em Previdência. Uma Cátedra nada mais é do que uma parceria entre uma (ou mais) empresa(s) e a academia, onde a(s) empresa(s) patrocina(m) linhas de pesquisa em prol da evolução do conhecimento científico. Neste caso, a cátedra é patrocinada pela Brasilprev, maior gestora de previdência aberta do nosso país.

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O nível de educação financeira foi avaliado a partir de cinco questões simples, objetivas e de grau baixo de dificuldade. Por exemplo, uma das perguntas era a respeito da taxa Selic atual no mercado. Outras duas, igualmente simples, são apresentadas a seguir:

Exemplo 1 de pergunta: Você investe R$ 100,00 em um investimento com juros de 10% ao ano por um período de 3 anos e o gerente te dá duas opções: juros simples ou juros compostos. Qual é a melhor opção?

( ) Juros Simples ou ( ) Juros Compostos

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A pesquisa identificou que a proximidade do curso de graduação com Finanças, assim como se já fez algum tipo de curso ou capacitação em finanças e/ou se busca aprender sobre o assunto por conta própria, se mostraram estatisticamente significativos em relação ao nível de educação financeira individual. Esses resultados demonstram que se expostos ao conhecimento, os universitários tendem a perceber a importância de desenvolver seu nível de educação financeira.

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Um resultado encontrado que não nos deu motivos para sorrir é que, em média, homens têm um nível de educação financeira superior às mulheres – infelizmente, esse resultado é corroborado por diversas pesquisas anteriores realizadas no Brasil e no mundo. Esperamos que esse tipo de diferença entre homens e mulheres suma muito em breve, tendo em vista que educação financeira é importante para todos, sem distinção. Por outro lado, um agradável resultado que deve ser ressaltado é que a pesquisa não apontou cor/raça como fator significativo no nível de educação financeira dos respondentes.

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