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Quais os melhores e piores setores para investir na bolsa de valores? Por Carlos Heitor Campani

Portal: Investing.com

Começo explicando que um problema de otimização consiste em uma situação na qual desejamos encontrar o ponto ótimo, que normalmente minimiza ou maximiza uma função objetivo. Problemas de otimização aparecem em muitas áreas do conhecimento humano, como, por exemplo, em logística, em redes de energia, no varejo e, claro, em finanças. Markowitz foi brilhante ao colocar a escolha da carteira ótima de qualquer uma das formas abaixo:

  1. Dado um nível de risco que eu desejo assumir, qual carteira me proporciona a maior expectativa possível de rentabilidade?
  2. Dada uma expectativa de rentabilidade, qual a carteira que me proporciona o nível mínimo de risco?

Os dois problemas acima são equivalentes e Markowitz foi capaz de solucioná-los com uma elegância indiscutível. Eu ADORO dar a aula na qual apresento e desenvolvo o modelo de Markowitz. O passo a passo da demonstração é razoavelmente simples e a solução é analítica, ou seja, em forma de uma bonita equação que nos fornece os pesos (i.e., as proporções) de cada ativo considerado na carteira ideal. Markowitz foi genial em seu modelo. Todo gestor de carteiras de investimento deve estudá-lo e conhecê-lo a fundo.

Entretanto, muitos modelos teóricos não funcionam na prática e a principal razão disto é que todo modelo está baseado em premissas sobre as quais ele é desenvolvido, através de um desencadeamento lógico e matemático.

E o grande problema é que o modelo de Markowitz possui premissas que o tornam ineficaz. O intuito principal deste artigo, portanto, é explicar por que o modelo de Markowitz não funciona, o que é igualmente algo que todo gestor e investidor precisa saber.

Antes das explicações, quero dizer que a ineficácia do seu modelo não diminui em nada a genialidade de Harry Markowitz. Pessoal, estávamos em 1952 (quase 70 anos atrás) e não havia nada naquela época sequer parecido. O caminho da pesquisa acadêmica é justamente esse: começamos por algo simples e teórico, sem muita validade prática, para depois irmos aperfeiçoando o modelo até torná-lo prático e eficaz.

E foi exatamente isso que aconteceu na academia com relação aos modelos de gestão de carteiras. Depois de Markowitz, a literatura acadêmica da área explodiu e se desenvolveu vertiginosamente. Atualmente, temos modelos muito mais avançados (e complexos), mas com premissas realistas. Parar em Markowitz é como parar na fórmula da água, ou seja, algo bacana demais de saber, mas sem aplicabilidade no mundo real. E, o que pode ser pior: parar em Markowitz sem o conhecimento do avanço e utilizá-lo na prática pode ser profundamente danoso aos seus investimentos.

Acesse a matéria na íntegra clicando aqui.

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